Quando o transplante é considerado
O transplante renal é indicado para pessoas com doença renal crônica em estágio avançado, quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente. Para muitos pacientes em diálise, o transplante representa a possibilidade de retomar uma rotina com mais autonomia, sempre com acompanhamento médico contínuo.
Tipos de doador
- Doador vivo: geralmente um familiar compatível, avaliado com rigor para garantir que a doação seja segura para quem doa
- Doador falecido: por meio da lista única nacional de transplantes, gerida pelo sistema público conforme critérios técnicos de compatibilidade e tempo de espera
Como é a avaliação
Antes do transplante, o candidato passa por uma avaliação completa: exames de compatibilidade, avaliação cardiológica e clínica, investigação de infecções e do trato urinário. O urologista participa dessa etapa avaliando as condições anatômicas e funcionais do trato urinário que receberá o novo rim.
Como funciona a cirurgia e o acompanhamento
Na cirurgia, o rim transplantado é posicionado na região pélvica e conectado aos vasos sanguíneos e à bexiga. Os rins originais, em geral, não são removidos. Após o transplante, o paciente usa medicamentos imunossupressores continuamente e mantém acompanhamento regular com a equipe, que monitora a função do enxerto e ajusta o tratamento ao longo do tempo.